Mongaguá passa a ter plataforma digital para facilitar estacionamento rotativo

Foto: Ronie Melo

A partir desta segunda-feira (17), moradores e visitantes de Mongaguá poderão ter acesso ao cartão de estacionamento rotativo com mais facilidade. Isso porque a prefeitura, em parceria com a DCT Tecnologia e Serviços Ltda., empresa que opera a Zona Azul, iniciará a venda de créditos por plataforma digital, o e-Tíquete. A novidade será implantada em caráter experimental até dezembro, de maneira que até lá os cartões no modelo ‘raspadinha’ ainda continuarão valendo.

Para ter acesso ao novo recurso, basta baixar gratuitamente o aplicativo (app) ‘Estacionamento Fácil Mongaguá’ na loja virtual do aparelho celular e preencher o cadastro, necessitando informar o número de um cartão de crédito de qualquer bandeira. A partir daí, ao estacionar em qualquer via que integra o sistema Zona Azul, o motorista aciona o app e informar o tempo de permanência no local, sendo uma ou duas horas, prazo limite. O valor é o mesmo: R$ 1,50 por hora.

O e-Tíquete também será comercializado nos 14 postos de venda físicos credenciados, bem como pelos quatro monitores da Zona Azul, identificadas pelo colete amarelo e crachá funcional. Outra forma é pelo site www.estacionamentofacil.com.br. Em todas as alternativas, será possível adquirir créditos a mais, para serem utilizados conforme a necessidade. Mas somente pelo aplicativo ou site estão disponíveis a ativação do e-Tíquete e a pesquisa do histórico das transações efetuadas.

“O novo recurso representa um importante avanço para Mongaguá. A cidade está evoluindo e se iguala a inúmeros municípios Brasil afora, já que o aplicativo é uma tendência nacional. Prático, rápido e moderno, o sistema atende à legislação vigente e se soma às nossas ações de aprimoramento da mobilidade urbana, tendo em vista que normaliza a utilização das vagas rotativas”, ressalta o diretor do Departamento de Serviços de Trânsito (Semutran), Celso Perezin.

De acordo com ele, a Zona Azul, hoje, está presente na região central, abrangendo as avenidas Getúlio Vargas, São Paulo e Marina (até a Rua Afonso Pena), além de algumas vias transversais a elas, como as ruas José Menossian, Capitão Balduíno, Ossep Bonzoglian, João Valter, Olindo Tamagnini e também a Padre Anchieta. Mas a previsão é de que o sistema chegue, a partir de 2018, a Agenor de Campos, contemplando, por exemplo, a Avenida Nossa Senhora de Fátima.

A Zona Azul funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas, e aos sábados, das 8 às 12 horas. As restrições excluem os veículos oficiais e de emergência, e os de idosos e deficientes físicos, desde que estejam devidamente identificados. Áreas de estacionamento de curta duração, como farmácias e postos de urgência e emergência em saúde (prontos-socorros e hospital), assim como os pontos de táxis e lotação, também estão isentos da aplicabilidade do cartão.

Implantação – A fiscalização da rotatividade nas vagas não será alterada. Continuará sendo efetuada pelos monitores da empresa, que, ao observarem o tempo excedente, informarão o condutor, por meio de notificação afixada no para-brisa. Eles terão à disposição um aparelho interligado ao aplicativo, buscando as informações por meio do número da placa do veículo. A ausência de manifestação por parte do motorista poderá acarretar na formulação de um AIT (Auto de Infração de Trânsito) pelos agentes de trânsito, documento que será anexado à notificação.

Também como já é de praxe, o motorista que receber o AIT terá cinco dias para recorrer, sob pena de receber uma multa de trânsito, prevista no Código de Trânsito Brasileiro. É necessário, para tanto, o comparecimento à sede da DCT (Avenida São Paulo, 1.380, sala 10) e o recolhimento de R$ 15, valor que, posteriormente, será revertido em créditos de estacionamento. Logo após, terá de levar o recurso à sede da Semutran (Rua Padre Anchieta, 675) e requerer a anulação do AIT.

“A medida é mais educativa do que punitiva. Não é intenção nossa ou da prefeitura multar ninguém. O que pretendemos é oportunizar a todos a utilização das vagas, algo que se torna quase que impossível quando elas permanecem ocupadas por longos períodos. Com isso, os motoristas que desejam parar o carro para irem ao banco, por exemplo, ou qualquer atividade rápida, ficam impedidos por falta de lugares”, salienta Fabio dos Santos Alves, gerente da DCT.

Conscientização – Monitores da Zona Azul iniciaram há cerca de uma semana, por meio de faixas, panfletos e orientação verbal, a difusão das informações acerca do aplicativo. “Nada irá mudar. Apenas a forma como as pessoas adquirem o cartão. A partir de janeiro, por exemplo, os cartões modelo ‘raspadinha’ devem ser extintos, sendo substituídos em definitivo pelo e-Tíquete, em formato filipeta, que será emitido por máquinas nos postos ou pelos monitores”, explica Alves.

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