Parceria mapeará dinâmicas culturais de Mongaguá

Parceria mapeará dinâmicas culturais de Mongaguá

Texto e Fotos: Eduardo Rodrigues

Mongaguá passou a estar inserida em um trabalho de mapeamento artístico, cultural, ambiental e turístico que será desenvolvido por grupo de gestores públicos, instituições privadas e governamentais, lideranças comunitárias e ativistas culturais de todos os municípios da Baixada Santista. O estudo, previsto para ter início nas próximas semanas, será capitaneado pelo Sesc-Santos. A adesão da cidade ao projeto aconteceu na última terça-feira (30/01), durante reunião no Centro Cultural Raul Cortez.

A proposta é que cada cidade realize um levantamento das características artísticas, personagens e afins, e estas informações sejam compiladas por este grupo de trabalho. O passo seguinte é inserir este material em um banco de dados regional, sob a ótica artística, cultural, ambiental e turística, sendo, ao final, disponibilizado para consulta pela população, especialmente de fora da Baixada Santista, como forma de divulgação das dinâmicas caiçaras e incentivo ao conhecimento delas.


A ideia visa também que este conteúdo contribua para a elaboração de políticas com foco no desenvolvimento local e relacionadas à diversidade cultural, ambiental e turística da Região. “Queremos explorar a riqueza artística que temos aqui e mostrar às pessoas, principalmente àquelas que não conhecem a Baixada. Por isso, a importância dessa mobilização das diversas áreas de governo e sociedade civil”, comentou Ana Paula do Val, consultora do projeto.

Para o diretor de Cultura de Mongaguá, José Ricardo Pettine, a proposta é fantástica e esse intercâmbio de informações mostrará as reais potencialidades da Baixada Santista, em todas as áreas exploradas pelo grupo de trabalho. “A região só tem a ganhar com esse estudo. Ainda mais por se tratar de um mapeamento chancelado pelo Sesc, instituição que tem como um dos seus preceitos o incentivo à cultura. Será importante para Mongaguá. Por isso, seremos totalmente partícipes do projeto.”

Reuniões – O grupo de trabalho está sendo concluído pela equipe do Sesc, que está visitando as cidades e as instituições interessadas em compor o projeto, sendo que a participação é colaborativa. A partir daí, serão realizados encontros mensais para o início da produção do banco de dados. Em princípio, essas reuniões acontecerão no Sesc-Santos, que concentrará as informações colhidas pelos integrantes do grupo.

Experiência – Durante o encontro, a equipe do Sesc comentou sobre um projeto semelhante, realizado há alguns anos na Zona Sul da Capital, pelo Sesc Santo Amaro, envolveu também os municípios de Itapecerica da Serra, Embu das Artes, Taboão da Serra e Diadema. Na ocasião, formatou-se uma publicação analítica, a Santo Amaro em Rede – Culturas de Convivência, e a construção de uma hipermídia (www.mostrasescdeartes.com.br/stoamaroemrede/), que apresenta informações qualificadas das manifestações culturais que ocorrem no território pesquisado.

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