Prefeitura realiza campanha de conscientização sobre a atividade do monitor de Zona Azul

Prefeitura realiza campanha de conscientização sobre a atividade do monitor de Zona Azul

Foto: Ronie Melo / Texto: Eduardo Rodrigues

Após o registro de ocorrências de desacato a monitores de Zona Azul, a prefeitura, por meio do Departamento de Serviços de Trânsito (Semutran), em parceria com a DCT Tecnologia e Serviços Ltda., empresa que opera o sistema de estacionamento rotativo, iniciaram uma campanha de conscientização pelo respeito aos profissionais, por meio das redes sociais e também de faixas afixadas em pontos estratégicos da cidade.

“Assim como qualquer trabalhador, o monitor desempenha diariamente o seu papel, em dias de chuva ou de sol, buscando, dentre as suas várias atividades, organizar o estacionamento rotativo do município, cuja regulação é presente especialmente na região central. Sendo assim, não deve nem merece ser desrespeitado, seja por qual for o motivo”, salienta o diretor do Semutran, Celso Perezin.

Segundo ele, os profissionais são preparados para trabalharem a educação e o respeito, e para prestarem o melhor atendimento possível à população, contemplando não apenas o tratamento cordial com o público, mas também a orientação quanto aos valores praticados, tempo de permanência na vaga, perímetro de regulação da Zona Azul, e demais informações acerca do sistema.

“O motorista que se sentir lesado, estiver insatisfeito com o atendimento ou quiser esclarecer qualquer dúvida, não deve se exaltar e discutir com o monitor, ofendê-lo ou colocá-lo em situação de constrangimento. Deve, sim, procurar a sede da empresa , que fica a poucos metros de todas das vagas de estacionamento rotativo (Avenida São Paulo, 1.380, sala 10)”, diz Perezin.

De acordo com o coordenador da DCT no município, Rafael Trindade, muitos motoristas têm dúvidas quanto aos locais que integram a Zona Azul e sobre o aplicativo de aquisição eletrônica de bilhetes, o e-Tíquete. “Nossos monitores estão devidamente preparados para responder estas e quaisquer outras perguntas a respeito do sistema de regulação de estacionamento na região central.”

O executivo informou que uma das ocorrências aconteceu há cerca de uma semana, na Avenida Marina, e envolveu uma monitora. “O motorista era de uma cidade do Interior, que não cabe citar. Ele já desceu do carro reclamando da exigência do bilhete. E se recusou a adquiri-lo. Quando a moça chegou perto do veículo para orientar, ele começou a gritar palavras de ofensa a ela. Enfim, fez o maior escândalo.”

Ainda conforme Trindade, a monitora começou a chorar e abandonou o posto, voltando para a sede da empresa, onde foi amparada pelos colegas de trabalho. “O episódio todo foi presenciado pelos comerciantes e pedestres. O maior constrangimento. Agora, pergunto: por qual razão ele fez isso? Se não queria cumprir a norma, o problema era dele, sob risco de tomar uma multa. Mas o que a moça tinha a ver com isso?”

Esses e outros incidentes, comentou o coordenador da DCT, é que motivaram a campanha. “Esses profissionais trabalham muito. Têm uma função complicada, mas que precisa ser cumprida. São trabalhadores como qualquer um. E como tal não precisam lidar com má-educação e desrespeito. Embora a boa educação sugira, não é preciso dar bom dia, mas só de responder adequadamente aos monitores já reflete uma consciência cidadã.”

Regulação – O executivo ressalta que existem cerca de 30 estabelecimentos credenciados e identificados em sua fachada – que também podem ser consultados pelo site da prefeitura -, e vários monitores estão espalhados pelas vias que contemplam a Zona Azul. Além disso, há o aplicativo de celular, lançado há pouco mais de oito meses como forma de aprimorar o atendimento e facilitar a aquisição dos bilhetes.

O coordenador da DCT lembra que a Zona Azul, hoje, abrange as avenidas Getúlio Vargas, São Paulo e Marina (até a Rua Olindo Tamagnini), além de algumas vias transversais a elas, como as ruas José Menossian, Capitão Balduíno, Ossep Bonzoglian, João Valter, Olindo Tamagnini e também a Padre Anchieta. O estacionamento rotativo funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas, e aos sábados, das 8 às 12 horas. O valor é R$ 1,50 por hora. 

Trindade explica ainda que a fiscalização da rotatividade é realizada adequadamente, e que ao observar o tempo excedente o monitor informa o condutor por meio de notificação afixada no para-brisa. A ausência de manifestação por parte do motorista pode acarretar na formulação de um AIT (Auto de Infração de Trânsito) pelos agentes de trânsito, documento que será anexado à notificação.

Com isso, o motorista tem cinco dias para regularizar a situação do AIT, sob pena de receber uma multa de trânsito prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). É preciso, para tanto, comparecer à sede da DCT e recolher R$ 15, valor que será revertido em créditos de estacionamento.

Eletrônico – Para ter acesso ao e-Tíquete, basta o interessado baixar gratuitamente o aplicativo ‘EstacionamentoFácil Mongaguá’ na loja virtual do aparelho celular e preencher o cadastro, necessitando informar o número de um cartão de crédito de qualquer bandeira. A partir daí, ao estacionar em qualquer via que integra o sistema Zona Azul, o motorista aciona o app e informar o tempo de permanência no local, sendo uma ou duas horas, prazo limite.

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