Mongaguá encerra participação histórica no Festival de Dança de Joinville

Mongaguá encerra participação histórica no Festival de Dança de Joinville

Mongaguá encerra nesta segunda-feira (27) uma participação histórica no 43º Festival de Dança de Joinville, em Santa Catarina. O Corpo de Baile da cidade, formado por 35 bailarinas da Escola Municipal de Ballet Sérgio Tamagnini, concluiu uma maratona de cinco apresentações em palcos abertos, espaços que integram a programação do festival e que funcionam como vitrines globais para o setor.

A jornada em solo catarinense foi intensa. Ao longo da programação, o grupo se apresentou nos dias 21, 22, 24, 26 e 27 de julho. Para conquistar o direito de subir aos palcos, o elenco passou por uma rigorosa seletiva nacional por vídeo, garantindo a aprovação de três coreografias logo na primeira tentativa de inscrição da história do município.

Três coreografias, diferentes linguagens 

O repertório apresentado em Joinville reuniu três trabalhos com propostas artísticas distintas. A coreografia Exorhter, no estilo neoclássico, aborda os impactos da pandemia por meio de movimentos marcantes em que as bailarinas cobrem o rosto com as mãos, fazendo referência ao uso de máscaras e ao isolamento social vivenciado naquele período.

Tarantella, em estilo clássico livre, aposta na leveza e na vivacidade da tradicional dança italiana, utilizando figurinos típicos para compor a apresentação. Completando o repertório, Energia e Vigor, uma dança de caráter inspirada em elementos folclóricos, possui um significado especial para o grupo por ser a primeira coreografia criada exclusivamente para o Corpo de Baile de Mongaguá, valorizando a identidade e a construção coletiva do elenco.

"Quando assumi o Corpo de Baile, fiz a promessa de lutar para que elas vivessem essa experiência inesquecível. Ver nossas bailarinas em Joinville, após cinco anos de um trabalho construído degrau por degrau, é a realização de um sonho coletivo. Quem vê a apresentação no palco não imagina os meses de preparação e os bastidores. Voltar para casa sabendo que cumprimos essa missão e que esse é apenas o início de uma linda história é motivo de um orgulho inexplicável", relatou a professora da Escola Municipal de Ballet Sérgio Tamagnini, Vitória Pestana.

Participação amplia experiência e visibilidade 

A imersão em Joinville funciona como um divisor de águas para as 35 bailarinas. Além de enriquecer o currículo e abrir portas para bolsas e oportunidades no mercado da dança, a rotina de ensaios e bastidores deu ao grupo uma vivência real do cotidiano das grandes companhias, fortalecendo a disciplina e o trabalho em equipe. 

De volta a Mongaguá, a delegação traz na bagagem novas referências, metodologias e aprendizados que prometem elevar o padrão técnico das aulas e inspirar as novas turmas da Escola Municipal de Ballet.

Para o secretário municipal de Cultura, Pedro Saletti, o feito coroa os esforços municipais no setor. "Ver um projeto público alcançar um cenário de destaque nacional e internacional eleva o patamar cultural de Mongaguá. Essa conquista prova que o investimento contínuo em talentos locais gera resultados reais, transforma vidas e consolida nossa cidade como um polo formador de arte", destacou.

 

(Fotos: Divulgação)