Mongaguá ganha sua 1ª Floresta de Bolso no Centro

Mongaguá acaba de ganhar um novo pulmão verde bem no coração da cidade. A Prefeitura, por meio da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (SEAMA), implantou a primeira 'Floresta de Bolso' do município, em uma ação ecológica realizada no último sábado (13).

O mutirão revitalizou uma área de 40 metros quadrados às margens do rio, próxima à antiga ponte do trem, entre a Avenida Marina e a Rua Olindo Tamagnini. O projeto piloto recebeu mais de 50 mudas de 25 espécies diferentes, incluindo plantas herbáceas, arbustivas e árvores endêmicas da Mata Atlântica.

A iniciativa faz parte do programa municipal MOVA (Movimento de Voluntariado Ambiental) e foi desenvolvida em parceria com o Grupo de Escoteiros do Mar de Mongaguá e o Consórcio Baixada Santista, prestador de serviços da Sabesp. Para viabilizar a diversidade da flora, a mobilização contou também com o apoio técnico e fornecimento de mudas da Secretaria de Defesa do Meio Ambiente e Bem-Estar Animal de Itanhaém, além de contribuições do viveirista Nicco Faria.

Refúgio urbano

A escolha estratégica do local visa a criação de um importante refúgio ambiental na área urbana. De acordo com o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Alexandre Barril, o projeto foi planejado para funcionar como um elo de ligação para a fauna local.

"Iniciamos esse projeto no Centro, ao lado do rio, justamente para criar um corredor verde que interligue a nossa biodiversidade. Esse espaço seguro permite que as aves e outros animais circulem entre o morro e o curso d'água, ajudando também a espalhar as sementes da nossa flora nativa", destacou o secretário.

O chefe da pasta acrescentou que a implantação dessas miniflorestas em canteiros, praças ou terrenos ociosos traz benefícios imediatos para a população local. Segundo Barril, além de recuperar visualmente áreas degradadas, a densidade da vegetação ajuda a amenizar o calor e melhora o microclima urbano, transformando espaços antes vazios em locais mais agradáveis e cheios de vida para a comunidade.

Método de adensamento e crescimento rápido

A implantação utilizou a técnica de adensamento botânico, que consiste no plantio concentrado de uma ampla variedade de espécies em um espaço reduzido. Esse método acelera o crescimento da vegetação ao estimular uma competição natural e saudável por luz solar e nutrientes entre as plantas, recriando a dinâmica de uma floresta nativa em escala urbana.

O desenvolvimento do espaço será monitorado de forma contínua pela equipe técnica da SEAMA e pelos próprios moradores do entorno, que foram integrados ao projeto por meio de ações de diálogo e conscientização comunitária.

Faça parte dessa mudança

O cronograma do MOVA prevê a realização de ações mensais de recuperação ambiental em diferentes pontos do município. A próxima etapa do plantio já tem destino certo e está programada para ocorrer no bairro Itaóca.

Qualquer morador interessado em aderir ao voluntariado pode participar das futuras ações ecológicas e, ao final, receber certificado de horas de participação.

 

(Fotos: Alexandre Barril/Divulgação)